Caxias do Sul 30/10/2020

Quando o hobby também vira profissão

Consultora empresarial aposta em boutique de vinhos importados em Caxias do Sul, com opções de R$ 37 a R$ 1.055
Produzido por Silvana Toazza, 05/10/2020 às 10:26:10
Quando o hobby também vira profissão
Janay Caon Pieruccini é sócia-proprietária da Adega Dorna
Foto: Álan Pissaia

700 rótulos de vinhos de 22 destinos, dos tradicionais França, Itália, Espanha e Argentina, aos incomuns Bósnia e Herzegovina, Síria, Geórgia e Montenegro. A Adega Dorna tirou a rolha de sua primeira loja física em Caxias do Sul no final de setembro, na Avenida Rio Branco, 840, sala 4, no bairro Rio Branco, num investimento de R$ 500 mil, com a geração de quatro empregos.

Nessa entrevista exclusiva ao site, Janay Caon Pieruccini, sócia-proprietária da Adega Dorna, ao lado do marido Adriano Bizarro, fala desse novo gole no mercado vinícola, um ano após ter estreado um e-commerce da marca:

Como se deu a decisão de investir no filão de vinhos? Você já tinha uma carreira como consultora de empresas.
Continuo atuando na consultoria, contudo, vinhos sempre foram uma paixão minha, desde sempre, talvez até por ter um bisavô que foi proprietário de uma vinícola (Vinícola Antonio Pieruccini). Em 2001, estive no Chile e, ao visitar a Concha Y Toro, fiquei ainda mais encantada. Assim, junto com meu marido, em 2019, colocamos o sonho em prática, primeiro pelo e-commerce.

Por que migrar do nicho de e-commerce para loja física quando a maioria faz o inverso?
Porque percebemos que nossa região ainda prima pelo atendimento pessoal e caloroso e também porque percebemos a oportunidade de, mais do que uma loja física, ser um ponto de encontro dos apreciadores de vinho.

Qual a estratégia de focar em vinhos importados numa região fortemente vinícola?
Temos o melhor de cada país em nosso portfólio. No caso do Brasil, são os espumantes.

Qual o valor dos vinhos de sua loja, do mais barato ao mais caro?
Temos o que há de melhor dentro do custo-benefício. Os preços variam de R$ 37 a R$ 1.055.

Acredita que o consumo do vinho já está mais democrático?
Sim, muito. Entrou até no mercado mais jovem, que aderiu super bem aos espumantes em lata, por exemplo.

Há muito potencial a crescer na área. Quais os principais entraves?
Logística complicada e de alto valor. Já recebemos produtos quebrados e/ou com muito atraso. Acredito que seja o maior entrave.

O público tem buscado novas experiências. Quais os países que estão na mira do consumidor?
O consumidor está encantado, por exemplo, com Síria, Bulgária, e Bósnia e Herzegovina, dentre outros.

Como enxerga o futuro do setor?
Promissor, desde que, além de ótimos produtos, também tenhamos ótimos serviços agregados, como, por exemplo, tele-entrega gratuita e delivery de vinhos.