Caxias do Sul 20/01/2021

Estabelecimentos insistem na estratégia equivocada de comprometer a qualidade

Após conquistar fama, ainda há empresas que optam por reduzir as porções e desmontar a excelência
Produzido por redação, 13/03/2020 às 09:34:16
Estabelecimentos insistem na estratégia equivocada de comprometer a qualidade
Porções minguadas com preços rechonchudos não enganam clientes atentos
Foto: Marcos Fernando Kirst

A estratégia é antiga e suicida. A reprimenda e o conselho para evitá-la, é tão antigo quanto. Há quem se dê por conta de que o consumidor brasileiro evoluiu muito nos últimos anos, está mais atento e exigente, e evita repeti-la. Mas há os que preferem optar pela reincidência e aí a consequência, a médio ou longo prazo, é uma só: afastamento da clientela, arranhão incurável na imagem, derrocada do empreendimento. Nem tudo é culpa da crise. Muitas vezes, as opções equivocadas em termos de estratégia para aumentar lucros e/ou enfrentar o cenário econômico acabam revertendo em má propaganda.

Acontece com frequência com alguns estabelecimentos gastronômicos que, depois de conquistar fama, clientela e consolidação da marca, optam por reduzir as porções dos pratos tradicionais ofertados nos cardápios e desmontar a qualidade dos produtos oferecidos. O consumidor percebe o mau gosto da estratégia e simplesmente não volta mais, decepcionado. E pior: passa a utilizar a poderosa ferramenta do boca-a-boca para amplificar a desqualificação do lugar. Melhor jamais decidir trilhar essa sinuosa e perigosa rota. O resultado é indigesto para todas as pontas da equação.