Ao unir práticas de sustentabilidade, a partir de fontes renováveis (eólica, solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas), e economia na fatura, em média de 35%, o Mercado Livre de Energia tornou-se uma estratégia assertiva e vital para manter a saúde financeira dos negócios, uma vez que envolve uma das três maiores rubricas das empresas.
Prova disso é que 95% de toda a eletricidade consumida pelas indústrias brasileiras foi contratada no Mercado Livre de Energia, aponta a mais recente edição do Boletim da Energia Livre, publicação da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), com dados de novembro de 2025. Um ano antes, 93% do segmento fabril havia aderido ao setor, o que mostra a evolução. No caso do comércio brasileiro, 47% de toda a eletricidade consumida em novembro de 2025 foi obtida no Mercado Livre de Energia, contra 41% um ano antes.
Também conhecido como Ambiente de Contratação Livre (ACL), o Mercado Livre de Energia é o segmento que realiza a compra e a venda de energia elétrica por meio de contratos bilaterais livremente negociados, não estando atrelados à concessionária local.
Os números da participação do consumo de energia elétrica da indústria e do comércio no Mercado Livre referem-se a empresas que a obtêm em alta tensão. As que recebem eletricidade em baixa tensão poderão acessar o Mercado Livre em até 24 meses após a sanção da lei. Sancionada em novembro de 2025, a Lei 15.269/2025 beneficiará cerca de 6 milhões de pequenos comércios e 400 mil pequenas indústrias que consomem energia em baixa tensão, conforme estudo realizado pela Abraceel.
Veja mais destaques desta edição do Boletim da Energia Livre:
Em novembro de 2025, o Mercado Livre de Energia registrou 82.958 unidades consumidoras, 21.547 novas ingressantes em 12 meses, um crescimento acumulado de 35%.
São Paulo é a unidade da federação com a maior quantidade de unidades consumidas de energia no Mercado Livre (26.215), seguido pelo Rio Grande do Sul (7.567) e Paraná (7.428).
O Mercado Livre de Energia responde por 43% de toda a energia elétrica consumida no país – o número considera a carga total do Brasil, incluindo perdas.