Caxias do Sul 20/04/2021

Setor moveleiro lança manifesto contra reajustes sucessivos nas matérias-primas e inviabilização de empresas

Documento, assinado por oito entidades, clama pela colaboração da cadeia de fornecimento de insumos
Produzido por redação, 18/03/2021 às 14:58:13
Setor moveleiro lança manifesto contra reajustes sucessivos nas matérias-primas e inviabilização de empresas
Foto: Jeferson Soldi

A indústria não suporta mais aumento nos custos de produção, e o setor moveleiro gaúcho (cujo principal polo localiza-se na Serra) vem a público externar a dificuldade de segurar ao varejo a alta sucessiva no preço das matérias-primas, componentes, acessórios e embalagens.

O segmento vem absorvendo esse impacto desde maio do ano passado, e lança nesta quinta-feira (18/03) um manifesto, capitaneado pela Movergs, clamando pela colaboração da cadeia de fornecimento para o enfrentamento deste momento crítico de retomada da indústria de móveis.

O documento conta com o apoio ainda de outras oito entidades moveleiras de diferentes regiões do Rio Grande do Sul. E enfatiza que todos os segmentos da cadeia são codependentes, argumentando que esse ritmo de aumento nos preços está penalizando a cadeia moveleira de forma severa, podendo inviabilizar muitas operações e prejudicar o setor como um todo.

"Não se trata de uma disputa comercial, pois é sabido que os aumentos e a dificuldade de abastecimento afetam a todos num efeito cascata que vem desde os insumos primários. Trata-se, portanto, de buscar um diálogo construtivo e soluções colaborativas entre os pares da cadeia de madeira e móveis", reforça o documento, enviado para entidades empresariais e governamentais como Abimóvel, Fiergs e Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).

A intenção é encontrar um entendimento para a continuidade das atividades do setor, que vem enfrentando dificuldade de absorver os reajustes nos insumos.

“No momento, a indústria enfrenta faturamento real negativo, margens deprimidas, falta de matérias-primas, baixos estoques e consequente incapacidade de atender à demanda do consumidor”, salienta o texto do protesto.

Para conhecer: o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor e exportador de móveis do país. Conta com 2.800 indústrias moveleiras, gerando 36.066 empregos diretos.

O protesto é assinado pela Movergs, com o apoio de:

Sicom Lagoa Vermelha

Sindimadeira RS

Sindmarc/RS - Sindicato da Indústria da Marcenaria no Estado do Rio Grande do Sul

Sindmobil Região das Hortênsias

Sindmóveis Bento Gonçalves

Sinduscom Erechim

Sinduscom Nordeste RS

Sinduscom Passo Fundo e Região