Caxias do Sul 28/11/2020

Quantos somos? Como somos? Quem somos?

Dados estatísticos atualizados constantemente mostram um perfil real da população global. Conhecê-los é conhecer a nós mesmos
Produzido por Marcos Fernando Kirst, 17/11/2020 às 15:49:39
Quantos somos? Como somos? Quem somos?
Foto: Sanja Gjenero    

POR MARCOS FERNANDO KIRST

“Conhece-te a ti mesmo”. A frase aforística grafada no portal de entrada do Templo de Apolo, em Delfos, na antiga Grécia, fazia um convite ao ato de reflexão pessoal interna, lançando bases e fundamentos para o desenvolver da filosofia, da psicologia, da antropologia, da sociologia, dos processos que envolvem a arte e a habilidade de ser (e de se transformar em) humano. A máxima remonta a séculos antes de Cristo, tendo influenciado inclusive alguns papas do pensamento universal e filosófico como Sócrates e seu biógrafo, Platão.

Parar para pensar a respeito de si mesmo, conhecendo-se, é o ato crucial, primeiro e fundamental para possibilitar a abertura de caminhos para a transformação interior. Sem saber quem somos, como somos, por que fazemos o que fazemos, o que pensamos e por quais razões, o que precisamos mudar e de que maneira, não há como empreendermos a caminhada para nos tornarmos pessoas melhores.

Da mesma forma se dá com os grandes grupos, em escala absoluta, com a totalidade daquilo que chamamos de humanidade. Precisamos conhecer a nós mesmos, globalmente, para que possamos saber que rumos tomar enquanto espécie.

É por isso que institutos de pesquisa demográfica ligados à ONU estão sempre de olho no andamento, no perfil e nas flutuações da população humana terrena. Precisamos conhecer a nós mesmos enquanto humanidade para saber que estratégias adotar no futuro próximo (quando não hoje mesmo) enquanto indivíduos, enquanto grupos, nações e planeta inteiro. Para tanto, vale nos atualizarmos quanto a alguns dados que dizem respeito a nós mesmos, a fim de trazermos para o cotidiano global o aforismo grego do autoconhecimento. Vamos lá:

- A POPULAÇÃO MUNDIAL atual é de 7,8 BILHÕES de pessoas. Pouco mais de 200 anos atrás, em 1800, éramos apenas UM BILHÃO.

- Mas o ritmo de CRESCIMENTO POPULACIONAL ANUAL vem desacelerando. Era de 2,2% ao ano na década de 1970 e, atualmente, é de 1,05% ao ano.

- A projeção da ONU é de que a população mundial chegue a 10,8 BILHÕES de pessoas em 2100, quando a estimativa é de uma taxa de crescimento anual em torno de ZERO. Ou seja, vai estabilizar e estacionar.

- O BANCO MUNDIAL projeta que, em 2060, UM QUARTO da população mundial estará localizada na ÁFRICA.

- A média mundial, atualmente, é de 2,2 FILHOS POR FAMÍLIA no planeta. Já foi bem maior no passado. A diminuição geral da taxa de mortalidade infantil fez diminuir o índice de filhos por família no planeta.

- A temida EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA parece estar sob controle e estabilizada. Existem hoje cerca de DOIS BILHÕES de crianças no mundo (em uma população total de 7,8 BILHÕES de pessoas) e estima-se que, em 2110, com uma população global de cerca de 11 BILHÕES, siga havendo somente DOIS BILHÕES de crianças (para efeitos dessas estatísticas, crianças são indivíduos até 12 anos de idade).

- A IDADE MÉDIA GLOBAL das pessoas aumentou. Era de 22 ANOS na década de 1970 e, hoje, é de 31 ANOS. Ou seja, estamos vivendo mais e envelhecendo.

- A EXPECTATIVA DE VIDA aumentou muito em todo o mundo. Porém, ainda há uma grande diferença entre países pobres e ricos. Em um mundo pré-moderno e pobre, os seres humanos podiam contar com uma vida de cerca de 30 anos, de um modo geral. Hoje, isso mudou bastante. Segundo dados da ONU, em 2019, a menor expectativa de vida era registrada na paupérrima República Centro-Africana: 53 anos. A maior, no hiperdesenvolvido Japão: 85 anos. No Brasil, a expectativa de vida é de 76 anos. (Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDC).

Esses somos nós, habitantes do rodopiante planeta TERRA. Bilhões de pessoas ocupando o mesmo ambiente vital, do qual dependemos para viver, de preferência, em paz, com saúde e condições de realizarmos nossos sonhos, consolidando existências únicas e relevantes. Os desafios para isso, no entanto, são diários e globais. Um pouco mais de harmonia, compreensão e tolerância, talvez, possa ser um passo importante para essa tão vital CONvivência.