Caxias do Sul 20/01/2021

1 milhão de garrafas de espumantes a menos vendidas no ano

Cancelamento de eventos e escassez de frascos influenciaram no desempenho
Produzido por redação, 29/12/2020 às 17:49:45
1 milhão de garrafas de espumantes a menos vendidas no ano
Foto: JEFERSON SOLDI

O ano do vinho brasileiro não pode ser replicado ao mundo dos espumantes. Não até novembro, pelo menos, quando o volume de venda de borbulhas ficou 1 milhão (mais precisamente, 1.071.506) de garrafas aquém do que o alcançado nos 11 meses de 2019.

Os dados da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) evidenciam que houve frustração em relação à expectativa para a venda de espumantes. De janeiro a novembro de 2019, foram comercializados 5.104.072 litros, contra 4.300.442 litros em 2020. Ou seja, foram 803.630 litros a menos nos 11 meses deste ano na comparação com idêntico período do ano passado. O cancelamento de eventos e a falta de garrafas influenciaram no desempenho final.

No entanto, os cálices dos vinhos finos brasileiros estão mais cheios: houve incremento de 58,11% no mesmo comparativo, passando de 14.366.055 litros para 22.713.777 litros vendidos.

“Realmente 2020 é o ano do vinho brasileiro. A percepção da qualidade do produto pelo próprio brasileiro que, movido pela alta do dólar, passou a optar pelos rótulos nacionais, é motivo de comemoração, pois mostra um novo período para o setor”, celebra o presidente da Uvibra, Deunir Argenta.

Ainda faltam os dados de dezembro (Foto: JEFERSON SOLDI)

Embora os dados de espumantes ainda sejam tímidos, o mês de dezembro pode surpreender, já que muita gente deixou as compras para a última hora, mas não o suficiente para reverter o cenário:

“Tínhamos uma expectativa maior em relação aos espumantes, mas ainda temos dezembro para contabilizar. Mesmo assim, acreditamos que a pandemia mudou o comportamento do consumidor e o vinho passou a ser o grande companheiro, enquanto o espumante, líder das festas de final de ano, perdeu um pouco do seu brilho em razão do momento pandêmico vivido”, avalia Argenta.