Caxias do Sul 18/08/2022

A nova economia ficou velha

A transformação digital se tornou algo intrínseco à natureza de fazer negócios
Produzido por Rodrigo Sisnandes Pereira , 24/06/2022 às 08:47:44
Foto: ARQUIVO PESSOAL

A expressão "nova economia" começou a ser utilizada no início da revolução tecnológica para separar as empresas digitais das companhias da economia tradicional.

Contudo, hoje, não faz mais sentido separar economia digital da tangível. Ambas são reais e a chamada "nova economia" já ficou velha. Em pesquisa na web, é possível constatar que não aparecem ocorrências recentes para o termo.

O mundo não fala mais nisso; o Brasil, sim. A transformação digital se tornou algo intrínseco à natureza de fazer negócios. Não entender isso é como tentar tomar o remédio esquecido ontem para os sintomas de hoje. Mas, nesse cenário, o que esperar da economia e dos investimentos?

É muito importante que o consumidor e o setor financeiro estejam atentos às rápidas mudanças globais e não fiquem fora desses movimentos. Hoje, o mundo caminha para uma economia de base tecnológica, em que ativos físicos e digitais se unem, alavancando efeitos exponenciais na economia.

A tecnologia aumenta a produtividade e reduz os custos de operação dos serviços, melhorando a lucratividade. Ao que tudo indica, será cada vez mais fácil investir nesse mercado sem precisar de recursos exorbitantes e mais players terão a chance de conseguir retorno financeiro com investimentos suficientes para a oferta de serviços digitais, o que torna o setor mais democrático.

Hoje, as transformações digitais moldam e conduzem a relação entre empresas, instituições e consumidores. No setor financeiro, elas são ainda mais claras, passando pelo lado dos prestadores de serviços e do mercado. Como exemplos, tem-se o pix e o open banking.

Além de agilidade, produtividade e precisão, os consumidores querem segurança e resultados efetivos para o que foi contratado. Nesse contexto, o que realmente diferencia uma empresa em meio à transformação digital é a maneira como ela encara esse movimento.

Aderir não é apenas uma obrigação, mas é, sim, levar o seu desempenho a outro patamar, abrindo espaço para novas oportunidades que agreguem valor e gerem serviços de qualidade inestimável.

Rodrigo Sisnandes Pereira é diretor-presidente da Fundação Família Previdência.

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