Caxias do Sul 05/03/2026

“Nunca será sobre gênero; sempre será sobre entregar resultado”

No mês da mulher, a coordenadora de marketing da Marcopolo comemora 22 anos na empresa e aborda como levar uma marca ao topo e como se notabilizar num setor majoritariamente masculino
Produzido por Silvana Toazza, 05/03/2026 às 10:55:26
“Nunca será sobre gênero; sempre  será sobre entregar resultado”
Adriana Angar sobe ao palco para receber a premiação da Marcopolo no Marcas de Quem Decide 2026
Foto: Marcopolo, divulgação

POR SILVANA TOAZZA

Como gerar a reputação de uma marca que carrega o impacto de 76 anos de história? Como perseguir uma carreira de mais de 20 anos na mesma empresa, desafiando-se sempre e mais? Como ser uma voz de relevância na indústria, um mercado majoritariamente masculino?

Adriana Angar, coordenadora de Marketing, mais do que responder perguntas, instiga questionamentos. Mais do que apresentar respostas, faz refletir. Mais do que oferecer fórmulas prontas, ela inspira mulheres e homens com seu conhecimento, experiência e humildade. Na fala mansa e no jeito acolhedor, perpassa verdade. E autoridade.

Há 22 anos (completados agora em março) ela atua na Marcopolo, uma das mais relevantes empresas brasileiras, uma multinacional caxiense que tem seus produtos (os ônibus) desfilando por mais de 140 países. Em 2025, a companhia faturou R$ 9 bilhões e produziu 15.024 veículos. Possui fábricas nos cinco continentes. E mais: acaba de ser reconhecida pelo Jornal do Comércio, em evento no dia 3 de março, em Porto Alegre, como Marca Líder na categoria Fábrica de Ônibus, nos quesitos Mais Lembrada e Preferida, além de destacar-se nas categorias Marca Gaúcha Inovadora e Grande Marca Gaúcha do Ano.

Graduada em Administração de Empresas, com especialização em Design Estratégico e Inovação, Adriana Angar é coordenadora de Marketing dessa grife industrial. Ou melhor, desse orgulho fabril caxiense. Responde ainda pela diretoria de Comunicação da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul. Também acumula muitos outros papéis que gosta de salientar... O principal deles: o de ser mãe.

Se dedicação rima com qualificação, inteligência emocional combina com “desacomodação”. E essa é uma palavra recorrente no mundo corporativo, do marketing, da comunicação. É preciso se reinventar para se perpetuar. Para solenizar uma carreira.

Neste mês dedicado às mulheres, esta entrevista exclusiva para a seção “Conversa Afiada”, deste portal de notícias, conjuga talento com sensibilidade, formação com intuição, num bate-papo leve e descontraído, de mulher para mulher, emoldurado pelo estande da Marcopolo durante a 35ª Festa Nacional da Uva (que segue até 8 de março), numa tarde de final de fevereiro. Deguste sem moderação e inspire-se:


Jornalista Silvana Toazza entrevista Adriana Angar no estande da Marcopolo na Festa da Uva (foto: Rosane Vanelli)

Conversa Afiada: A Marcopolo completa 77 anos de estrada em agosto de 2026. A Festa da Uva tem 95 anos. A Marcopolo foi para o mundo, mas nunca esqueceu de suas raízes, sua cidade-sede, Caxias do Sul, o que nos enobrece.
Adriana Angar:
Nossa primeira participação na Festa da Uva foi em 1958. Mas o nosso foco nesse palco não é vender. Por ser uma festa comunitária, é a oportunidade que os colaboradores têm para trazer suas famílias e sentir orgulho daquilo que produzimos. Aqui, a ideia é que o amplo estande seja uma casa. Um espaço aconchegante para que eles possam chegar, trazer seus filhos, interagir. A gente sempre faz questão de trazer um pouco do Memória Marcopolo, projeto com o maior acervo privado de mobilidade do Brasil. São mais de 140 itens catalogados. Não é só a história da Marcopolo. É a história da mobilidade. A Festa da Uva serve para apresentar o que temos de melhor no segmento, com mobilidade sustentável.

Uma empresa cujos produtos saem das fábricas e desfilam por estradas de mais de 140 países. É uma engrenagem de milhares de pessoas que faz essa empresa ser tão admirada...
Adriana Angar: A Marcopolo é uma grande estrutura, uma caixinha de ferro feita por pessoas. Existe muita energia dentro do ônibus. São fios, linhas, chicotes. Transportamos pessoas. Por si só, transportar pessoas já é uma responsabilidade enorme. A gente leva as pessoas aos sonhos... para viagem, escola, trabalho. Nós temos uma cadeia enorme de produtos. Quem viaja, para dentro ou fora do Brasil, quando enxerga a nossa marca – a nossa identidade visual expressada pelo sol de Bertioga –, tem orgulho em dizer: “é de Caxias do Sul”.

Como uma companhia pode chegar à longevidade sem perder o frescor e consolidando a sua reputação?
Adriana Angar: A reputação não é construída com uma campanha. Ela é construída com coerência. Eu preciso ter coerência no que eu falo e também no que eu faço. Posso trazer exemplos recentes da pandemia, quando tudo parou e fechou, aquela instabilidade pairou no ar, e nós trouxemos o cliente para dentro da fábrica e dissemos: “o que você precisa?”. Tentamos de todas as formas auxiliá-lo numa retomada. No meio da pandemia, nós lançamos um produto adaptado para aumentar a segurança no combate ao coronavírus, mais seguro. Não era o melhor cenário. Mas nós tornamos o veículo o melhor dentro do cenário. Haveria uma retomada no transporte coletivo para aqueles que saíssem na frente, os que tivessem os melhores produtos e estivessem melhor preparados. Eles iriam recuperar os seus negócios, como ocorreu, de fato. Nosso desejo é a coerência. Nenhuma campanha se sobrepõe à coerência.

A palavra “acomodação” não entra no dicionário da Marcopolo?
Adriana Angar: Verdade. Somos líderes de mercado onde atuamos, e nosso desejo é sempre estar à frente. Não é olhar apenas para quem são os nossos pares, mas para aquilo que o mercado precisa, o que a população precisa. Quando a gente pensa em ESG, quando olha-se para questões ambientais, é obrigação, não é por questões de lei, de ISO. Trabalhamos com questões sociais e é preciso fazer a diferença onde estamos inseridos. Há responsabilidade envolvendo colaboradores, famílias, entorno.

A preocupação é comunicar-se de forma personalizada com diferentes públicos?
Adriana Angar: Comunicamos de forma personalizada. Antes mesmo de assinar um contrato, o cliente se relaciona com a reputação da marca, a confiança, pois vai comprar um veículo de uma empresa sólida, que possibilita assistência no decorrer da longevidade do produto. Porque o nosso ônibus tem uma durabilidade muito grande, com valor de revenda acima da média. Nosso desejo na entrega do produto é termos conosco um parceiro. Nós queremos que o passageiro saiba que está embarcando em um veículo que possui tecnologia, conforto, resistência. São pessoas que estão dentro do ônibus, nós precisamos que elas cheguem ao seu destino com segurança.


"Nunca é sobre homens e mulheres, é sobre um trabalho conjunto"
(foto: José Zignani)

Considera desafiador atuar no setor industrial, ainda majoritariamente masculino?
Adriana Angar: Um grande desafio. Iniciei na produção. Meu desenho de carreira sempre foi trabalhar no marketing. Ainda não estou onde pretendo estar. Ainda tenho uma jornada a cumprir. Quando cheguei na produção, foi possível sentir a energia da fábrica. Quando se fala de gestão feminina em um ambiente industrial, eu demorei um tempo para entender algumas questões. Uma delas: que eu não precisava agir igual aos homens, pois se eu estava naquela posição era porque eu tinha características específicas e aquilo validava minha atuação. Demorei um tempo para entender que, antes de buscar a validação do ambiente, eu preciso entregar resultado. Uma gestão feminina, ela primeiro entrega resultado. Nunca será sobre gênero, sempre será sobre entregar resultados. Sobre metas. Se fala muito: tem de ter cotas. Não, nós temos de ter resultado. A partir do momento em que se entende que, independentemente do gênero, o resultado está entregue, começamos a tirar algumas vírgulas desse percurso. Temos habilidades. Mas nunca é sobre homens e mulheres, é sobre um trabalho conjunto. O equilíbrio. Completo 22 anos na empresa agora em março, já vi três gerações de clientes da Marcopolo.

Você chegou a trabalhar com o saudoso Paulo Bellini (1927 – 2017), um dos fundadores da Marcopolo (na época, Nicola & Cia. Ltda.), que orgulhava-se ao dizer que a indústria fabricava um produto que evocava um outdoor publicitário ambulante, ao circular pelas estradas do mundo...
Adriana Angar: Tive, sim, a oportunidade de trabalhar com o seu Paulo Bellini. Foi incrível a experiência. Quando eu penso nele, os olhos dele, aquelas duas bolinhas de gude te olhavam na alma. E eu imaginava: “o que ele está pensando”? Porque ele era um visionário. Estar em uma empresa majoritariamente masculina, o equilíbrio vem justamente no que temos de melhor para entregar. É sobre entender do negócio, se preparar, estudar. A venda de um ônibus é algo extremamente complexo. A nossa proximidade com o cliente de fato é o contato um a um. Não deixa de ser a mesma coisa com os nossos pares. Eu preciso juntar os nossos pares para construir impacto. Ser líder é fazer algo diferente. É entregar algo que não se esperava. Ou seja, ser líder me permite fazer essas entregas diferenciadas.

Embora a indústria seja um ambiente predominantemente masculino, a área de marketing e comunicação costuma ter prevalência feminina...
Adriana Angar: Exatamente, como gestora em uma área majoritariamente feminina, são vários os desafios, sobretudo lidar com questões emocionais, a pressão, saber diferenciar, porque tudo está baseado em conhecimento. Quando eu tenho argumentos, quando eu me preparo, quando eu estudo sobre o negócio, eu faço uma entrega diferenciada. Nunca será sobre gênero, repito: será sobre resultado.

Enquanto muitos profissionais acabam migrando de empresa, você fez carreira e se desenvolveu no mesmo grupo. Conseguiu se fazer ouvir e também se desafiar a crescer...
Adriana Angar: A Marcopolo permite isso. São várias empresas dentro da mesma empresa, o que permite essa reciclagem. Estamos vivos, somos orgânicos e mutantes. Qual o maior concorrente da Marcopolo? Brinco que será o teletransporte. Ou seja, não são as marcas que estão no meu lado, mas sim a tecnologia que ainda não é conhecida.

Uma empresa de vanguarda tem sempre essa cobrança de estar na dianteira, de traçar caminhos...
Adriana Angar: É o que se espera, e coincide com os conceitos de marketing, minha paixão. A palavra “Marcopolo” evoca um desbravador. A Marcopolo é palavra feminina. O ônibus é um produto. Quando a gente olha para a marca, vem o arquétipo do mago, aquele que está vendo à frente, faz movimento. Ela é inquieta, quer gerar impacto, transita por negócios diferentes, entrega mais do que se espera, participa de feiras, com conexão das áreas. As áreas precisam trabalhar em conjunto. É uma engrenagem, sim, mas não no seu símbolo, como muitos pensam, que expressa o sol de Bertioga, que ilumina a todos. Entendo que a Marcopolo ainda não deu o salto que ela pode dar. Porque ela é muito jovem, uma jovem senhora de quase 77 anos. E está voltando para o mercado europeu com gás como se fosse uma empresa nova. Nas estratégias, precisamos entender como respeitar a cultura local, como garantir participação de mercado, como alcançar as nossas metas.

O mercado da mobilidade dialoga com as novas tecnologias, com ônibus elétricos, descarbonização, novos modais e menos impacto ambiental. Bem diferente dos primórdios da Marcopolo, quando o primeiro ônibus de carroceria de madeira levou três meses para ser construído.
Adriana Angar: Sim, se levou três meses para construir um ônibus feito com chassi de madeira. Na verdade, um chassi de caminhão cortado para fazer um ônibus. E precisou adaptações. Imagina a quantidade de rebite usado no ônibus! O produto vem passando por transformações. O elétrico é parte de uma tendência. Nenhum meio de transporte vai funcionar de forma isolada. Nenhum modal vai funcionar de forma solitária, são complementares. Quando se observa a Europa, eles transitam muito bem entre trem, entre ônibus, entre patinetes, que é febre. Quando se olha para o Brasil, temos muito a evoluir em mobilidade. Há um potencial gigantesco. Quando se fala de veículos, a Volare (fabricante de micro-ônibus integrante do grupo) tem agilidade e flexibilidade para atender segmentos como canavial, mineradoras, fretamento, adaptando o combustível para o mercado onde está inserido. Cada modal tem sua particularidade e ele é o melhor para cada cenário. Trabalhamos com insumos com maior potencial de reciclagem, com materiais sustentáveis. Observamos desde o revestimento de poltronas, o porta-pacotes, a solda, o alumínio, até chegar no combustível.

Como se comunicar nesse mercado, em que tudo se misturou, jornalismo, comunicação, publicidade, informação, marketing, mirando diferentes públicos. Como as marcas podem tocar as pessoas?
Adriana Angar: Quando ingressei na área, para qualquer pessoa falar, pegar o microfone, ela precisava construir um roteiro. E se empoderava. Com as redes sociais, todo mundo tem seu palco, pode falar o que quiser, independentemente de comprovar se aquilo é verdade ou não. Nós temos uma premissa na Marcopolo, de que não entramos numa “trend” (tendência, modelos de popularidade) porque ela está em alta. Se ela não se conecta com aquilo que acreditamos, não participamos. Hoje a nossa comunicação está definida muito bem por públicos. Eu me comunico com cada público de forma diferente. Eu não comunico ao passageiro sem antes comunicar o meu cliente. Primeiro é quem compra o ônibus, eu tenho de comunicar a ele o que eu tenho de melhor. Depois eu comunico o passageiro. Se eu puder comunicar o passageiro junto com o cliente, melhor ainda.

E o mercado de influenciadores digitais?
Adriana Angar: Para nós, os primeiros influenciadores são os jornalistas. É aquele que, se eu enviar uma foto, ele não vai aceitar a imagem sem uma explicação. É quem faz a reputação da marca na forma de mídia espontânea com a curadoria, o que vale muito. Não associamos a nossa marca a qualquer coisa que possa colocá-la em risco ou gerar dúvida. Nada que sai da Marcopolo sai sem antes ser comunicado ao colaborador. Tenho 16 mil pessoas que podem falar bem da empresa, que podem explicar algo, que podem contar algo. Ser líder nos dá responsabilidade e temos participado muito de TV aberta, mídia aberta, porque o ônibus está muito em alta. Ele conversa com a população. Virou um cenário, porque a vida acontece dentro do ônibus.

O momento é favorável à comunicação como nunca antes...
Adriana Angar: Eu acredito que, no pós-pandemia, o marketing deu uma grande virada de chave porque, a partir do momento em que todos precisamos ficar isolados, enclausurados, precisamos nos comunicar. O marketing tornou-se protagonista. Todo mundo fala, mas todo mundo se comunica? Sempre digo aos meus pais: não acreditem em tudo o que está na rede social, consultem um veículo de comunicação, um site sério. Acredito que nada se sustenta se não tiver verdade. Precisa ser orgânico, autêntico, coerente. Eu posso impulsionar, investir em mídia, mas, se a marca não sustentar a mesma comunicação, não funciona, porque as pessoas querem se relacionar com algo que é genuíno.


Marcopolo expõe seus produtos em feiras pelo Brasil e mundo (foto: Marcopolo, divulgação)

Como é traçar estratégias para diferentes mercados internacionais e o retorno da Marcopolo à Europa?
Adriana Angar: Para cada mercado, preciso entender o que eu vou validar. Adaptar a comunicação. Na Europa, preciso falar dos 76 anos de história, reforço da trajetória, solidez, sobre os mercados atendidos, que temos suportes de fábricas. Assim como o mercado brasileiro é um mercado fechado, o europeu também é. Na feira de Bruxelas (Bélgica), em outubro do ano passado, percebemos um movimento de retração com o cenário internacional, e nós, entusiasmados. Temos esse histórico: sempre quando o mar esteve mais revolto e as estradas mais desafiadoras é que a empresa implementou as mudanças. Foi assim na primeira exportação.

Como será 2026? Quais as novidades no horizonte? Pode nos dar um spoiler?
Adriana Angar: Entre equilibrar a paixão e a emoção no que eu faço, é um ano desafiador, ano político, polarizado. Mas temos oportunidade de falar mais sobre o que esperamos desse cenário. Para a Marcopolo, o desafiador é manter-se crescendo. No meio do ano, um grande evento vai acontecer em São Paulo e teremos grandes e belas surpresas a apresentar. Vamos fazer esse movimento.

Uma mensagem que deixa aos profissionais que, neste momento, estão desesperançosos...
Adriana Angar: Como profissional de marketing, eu digo: tenha paixão por aquilo que faz. Independentemente do que fizer, coloque paixão. Isso movimenta, faz o sangue circular, te motiva. Os dias nem todos são fáceis, mas é isso que te impulsiona. Estudem, se preparem, conheçam. Entreguem resultado, que a validação chega. Como mãe e mulher, eu digo: não esperem estar prontas para fazer nada, vão fazendo e vão se moldando. Vão construindo, vão se validando, porque o tempo passa muito rápido e ele é cruel. E, se ninguém cobra, a gente cobra. São quatro estações do ano e elas estão todas misturadas. Vivam cada estação na sua intensidade.

Você se cobra muito?
Adriana Angar: Absurdamente, de estar presente, de ser autêntica, em todos os meus papéis, de mãe, de esposa, de filha, de irmã, de gestora, de olhar para o lado e ver as meninas que trabalham comigo, que eram meninas, hoje são mães, são responsáveis por isso tudo, por este estande (na Festa da Uva) que foi construído por muitas mulheres. A gente tenta entregar o melhor e essa é a cobrança. O que me alegra é ver, no final do dia: vem o pai, a esposa e os filhos e ele, nosso colaborador, vai apresentar o veículo à família. É isso que quero. Quando chega o colaborador com a família, dá um orgulho de dizer assim: “valeu a pena”. Cada vez mais queremos tirar barreiras. Nossa marca é pop, é popular, é acolhedora.

A Inteligência Artificial ameaça o talento humano e o que se espera de uma liderança feminina?
Adriana Angar: A inteligência é artificial e nós ensinamos ela. Nós não somos artificiais. É um desafio quando vou falar de gestão feminina porque muito já escutei: instinto não é argumento. Fui estudar: instinto nada mais é do que observar o cenário, fazer uma leitura de mercado e trazer os argumentos. Não preciso agir como os homens agem. Preciso agir da forma correta como a empresa precisa.