Caxias do Sul 14/06/2021

O DILEMA DOS AMBULANTES DE CAXIAS DO SUL: das ruas para toldos em três espaços públicos centrais

Mais de 100 vendedores informais integram projeto de regularização da atividade
Produzido por redação, 04/06/2021 às 11:31:18
O DILEMA DOS AMBULANTES DE CAXIAS DO SUL: das ruas para toldos em três espaços públicos centrais
Mamadou Boye, um dos líderes dos ambulantes, entregou documentação ao diretor de fiscalização Rodrigo Lazzarotto
Foto: Divulgação

O dilema dos ambulantes, a maioria formada por imigrantes, é um capítulo da história de Caxias do Sul aparentemente sem solução, que se arrasta há décadas. Há quem os defenda, mas, aos olhos dos comerciantes tradicionais, eles representam a concorrência desleal na porta de seus estabelecimentos. E, para parte dos consumidores, ainda bloqueiam calçadas e dificultam a circulação.

Há tempos uma solução é buscada. Dessa vez, um novo passo foi dado na última quarta-feira (02/06), quando um dos líderes dos ambulantes, Mamadou Boye, entregou documentação ao diretor de fiscalização da Secretaria de Urbanismo, Rodrigo Lazzarotto.

No cadastro, constam mais de 100 nomes de trabalhadores informais que atuam na atividade. O documento integra o trabalho iniciado em fevereiro pela prefeitura para encontrar uma alternativa ao problema, já que, além do impacto econômico, há o viés social, uma vez que esse público depende deste trabalho para viver.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego (Sdete), Elvio Gianni, detalha que, a partir de agora, o projeto será concentrado na definição dos locais onde os ambulantes poderão atuar. A intenção é que a situação esteja encaminhada até o final de junho. A proposta é criar três espaços públicos, na área central da cidade, para que os ambulantes montem toldos para a venda de produtos. Já está acordado que relógios e óculos falsificados não poderão ser comercializados.

"Temos o compromisso da própria categoria na fiscalização para evitar que o acordo seja descumprido", salienta o secretário.

Para ocuparem os locais, ainda indefinidos, os comerciantes terão de pagar uma taxa anual de licenciamento, além da obrigatoriedade de a banca estar identificada.

A tendência futura, adianta Gianni, é montar uma estrutura fechada, similar ao espaço que hoje abriga os antigos camelôs, na Rua Sinimbu. O secretário pondera que o projeto é piloto e pode sofrer ajustes no decorrer de sua implementação.