Caxias do Sul 18/08/2022

Ícone dos anos 1950, Laranjinha retorna ao mercado gaúcho

Bebidas Fruki coloca nas gôndolas do RS, ainda a partir deste mês, refrigerante que marcou gerações
Produzido por Silvana Toazza, 11/03/2021 às 14:05:48
Ícone dos anos 1950, Laranjinha retorna ao mercado gaúcho
Nova versão chega em embalagens de dois litros
Foto: Ana Ferreira

Bebida que marcou gerações e fez história. O refrigerante Laranjinha, que fez sucesso a partir de 1949 e tem sabor de nostalgia, retorna às gôndolas gaúchas ainda a partir deste mês.

A Bebidas Fruki, de Lajeado, resolveu reeditar o produto, adaptando a sua fórmula, após a efervescente estreia, em Santa Catarina, em julho do ano passado.

Por lá, a bebida superou as metas iniciais de vendas, dando gás à empresa para lançar o refrigerante também no seu estado de origem. Inicialmente, o Laranjinha desembarca nos supermercados do Rio Grande do Sul em embalagens de dois litros.

Conforme Júlio Eggers, diretor Administrativo e de Marketing da Fruki, a retomada da tradicional marca amplia o portfólio de itens, levando mais uma opção de qualidade à mesa dos consumidores.

"Assim como em Santa Catarina, esperamos alcançar uma ótima aceitação no mercado gaúcho, pois há um grande público que aprecia bastante este sabor", frisa o executivo.

A saber: no Rio Grande do Sul, a Fruki se destaca como líder em vendas nos segmentos de água mineral, com a Água da Pedra, e Fruki Guaraná. Fundada em 1924, a empresa conta com cerca de 800 funcionários. Suas sete linhas de produção automatizadas têm capacidade para fabricar até 420 milhões de litros de bebidas por ano.

Laranjinha: de 1949 até meados dos anos 1970

Inicialmente, a partir da parceria com o empreendedor Arno Vontobel, a Laranjinha passou a ser produzida pela então fábrica da Kirst & Cia. (hoje Fruki), em Arroio do Meio, para então ser distribuída pelas regiões da Grande Porto Alegre e do Vale do Taquari.

“O refrigerante, depois de fabricado, era transportado por caminhão até Porto Mariante, em Venâncio Aires, à beira do Rio Taquari, e de lá seguia por barco até a Capital do Estado”, consta no livro "Fruki – Uma história com sabor (2009)", assinado pelo jornalista Marcos Fernando Kirst.

A precariedade das condições de transporte, no entanto, mais uma vez entrou em cena para determinar a tomada de decisões e indicar novos rumos. Aliado ao fato de que a demanda pela Laranjinha era cada vez maior e a fábrica em Arroio do Meio começava a não dar conta dos pedidos, já no ano seguinte ao início da parceria, em 1950, as famílias Kirst e Vontobel decidiram criar uma nova empresa em Porto Alegre para a fabricação de refrigerantes, eliminando, desta maneira, os custos operacionais e de tempo que existiam para transportar a Laranjinha de Arroio do Meio até a Capital.

Sob a denominação social de Refrigerantes Sulriograndense Ltda., a nova empresa passou a ser dirigida por Walter Kirst (que mudou-se de Arroio do Meio para Porto Alegre, a fim de melhor atender ao novo desafio) e por Omar Vontobel, irmão de Arno Vontobel.

"Nos primeiros anos, a fábrica viveu um período de grande expansão, incentivado pelo sucesso da Laranjinha. Mas em 1959, dez anos depois do início da parceria, devido a uma conjunção de fatores, cujo principal foi o início da forte concorrência no mercado de bebidas marcada pelo advento dos refrigerantes feitos à base de cola, por multinacionais, a Sulriograndense viu-se obrigada a fechar as portas. Apesar disto, a Laranjinha continuou sendo fabricada pela empresa Kirst & Cia até meados dos anos 1970", retrata a obra escrita por Kirst.