Caxias do Sul 20/04/2021

Entidades da Serra pedem ao governador o adiamento dos impostos de março

CIC Caxias e 25 sindicatos patronais assinam correspondência enviada a Eduardo Leite, endossando pleito da Fiergs
Produzido por redação, 16/03/2021 às 15:34:02
Entidades da Serra pedem ao governador  o adiamento dos impostos de março
CIC Caxias é uma das principais entidades de classe do interior gaúcho
Foto: Julio Soares

Ao lado de outros 25 sindicatos patronais, a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) enviou correspondência ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. No documento, as entidades da Serra endossam o pleito da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) pela prorrogação dos vencimentos de impostos referentes ao mês de março para todos os setores da economia.

“A medida pode ser justificada pelas restrições das atividades produtivas da indústria e do comércio”, diz o documento, reivindicando que os encargos tributários sejam ajustados à situação anormal pela qual as empresas estão atravessando.

Além disso, a carta menciona que, se o cenário piorar ou permanecer como está, o pedido é que o adiamento dos impostos também seja aplicado nos compromissos fiscais do mês de abril.

“É fato que as restrições de abertura e funcionamento reduziram drasticamente o faturamento de todas as empresas que precisam honrar o pagamento dos salários de seus funcionários. Além disso, a proibição ao comércio de vender produtos considerados não essenciais impacta na fabricação de itens do setor industrial do nosso Estado”, ponderam as entidades empresariais ao governador.

Em outro ponto da correspondência, as lideranças se posicionam favoráveis que o comércio em geral trabalhe com 25% de seu efetivo, para não prejudicar ainda mais a economia. E, por fim, sugerem que sejam suspensas as cobranças de multas e demais encargos de dívidas tributárias já em execução.

A saber: por meio da Campanha “Caxias Contra Covid-19”, com o apoio de entidades como a CIC Caxias, foram arrecadados e adquiridos 430.264 itens hospitalares e R$ 1.114.014,83 em dinheiro, totalizando R$ 8.275.511,22, além de doações de cestas básicas.

“Agora é a classe empresarial que precisa de ajuda para manter a população empregada, ocupada e em condições de prover o sustento de suas famílias”, reforça o documento.