Caxias do Sul 27/05/2022

Motos e bicicletas também são contempladas na rota elétrica

Projeto estreou os três primeiros pontos na Serra Gaúcha e Litoral, e busca atingir 16 estações de recarga em locais estratégicos do RS
Produzido por Silvana Toazza, 13/05/2022 às 13:02:05
Motos e bicicletas também são contempladas na rota elétrica
Wagner Sartori inaugurou showroom da marca Voltz em Caxias
Foto: Cassia Aguiar

POR SILVANA TOAZZA

A 1ª Rota Elétrica do Rio Grande do Sul, encabeçada pela empresa caxiense Magnani Luz e Energia, não é uma rota voltada apenas para carros elétricos. As estações de recarga também abarcam motos e bicicletas elétricas, potencializando ainda mais um setor que une modernidade e sustentabilidade.

E mercado não falta para esse filão. O empreendedor Wagner Sartori inaugurou em Caxias do Sul, em julho de 2021, uma revenda da marca Voltz Motors, 100% elétrica, e só vê os negócios envolvendo motocicletas elétricas avançar. Hoje, são vendidas cerca de 45 unidades de motos e scooters por mês, para municípios da região.

“Inicialmente, o público da Serra ficou desconfiado: se sobe morro, se tem força. Mas, à medida em que o conceito de economia cresce, a procura vem subindo”, expressa Wagner, destacando ainda a isenção de Imposto sobre Veículos Automotores (IPVA) para modelos elétricos no Estado.

Diferentemente do veículo elétrico, a moto elétrica é mais fácil de carregar, pois aceita tomada comum. Mesmo assim, os pontos de recarga tornam-se vitais para impulsionar o setor, incluindo um mercado que se abre para motoboys, entrega por aplicativos de alimentação e outras atividades, com redução drástica de custos e de poluentes. Isso porque, aliado à alta trafegabilidade dos profissionais sobre duas rodas, a autonomia máxima de uma motocicleta elétrica é de cerca de 100 quilômetros, bem menor que a de um carro elétrico (em média 400 quilômetros com a bateria 100% carregada).

Futuramente, está em estudo a possibilidade de troca de refil de baterias de motocicletas elétricas junto a postos de combustíveis. No caso das estações de recarga, as motos e bicicletas são carregadas com tomadas distintas, situadas mais abaixo no painel, em relação aos carros.

“Cada vez mais as pessoas modificam o paradigma e se abrem para o novo. É uma tendência sem volta”, avalia Wagner.

Outro diferencial que vem trazendo marcha extra ao segmento é o preço das motos elétricas, que gira na faixa de R$ 15 mil a R$ 25 mil. Já no nicho de veículos movidos a eletricidade, a expectativa é de que o aumento da demanda popularize o custo, já que hoje a maioria dos modelos ainda gira na faixa dos R$ 200 mil.

Além dos pontos da rota, lojas da Magnani em Caxias (foto) e em Torres oferecem carregadores elétricos, como esse utilizado por Wagner Sartori (foto: Mauro Martins)

Rota do carro, da moto e da bicicleta elétrica

O projeto é encabeçado pela Magnani Luz e Energia, que municia tecnicamente os pontos, em parceria com a Sicredi, que entra em cena como patrocinador, e busca oferecer infraestrutura para garantir a expansão deste filão que ganha velocidade no mundo todo.

“Precisamos fazer com que os proprietários desses novos modelos possam circular além dos limites da cidade, garantindo autonomia para viagens de lazer e de trabalho junto a estabelecimentos como restaurantes”, destaca Paulo Magnani, diretor geral da Magnani Luz e Energia.

Tanto é assim que as três primeiras estações de recarga estão localizadas em pontos estratégicos envolvendo justamente o setor de alimentação. As pessoas aproveitam e param para um café, almoço, ir no banheiro e aproveitam para ampliar a recarga do carro ou moto elétrica, de modo que a bateria nunca fique em níveis críticos.

Dois pontos situam-se na Serra Gaúcha e o terceiro, no Litoral Norte, em eixos de alto movimento turístico. São eles: Café Tainhas, parada tradicional de quem se dirige ao Litoral Norte pela Rota do Sol; Casa Fagundes, no distrito de Vila Cristina, em Caxias do Sul, outro point dos turistas em direção a Nova Petrópolis, Gramado, Canela e arredores; e Cantinho do Pescador, em Torres.

Nesse primeiro momento, não há cobrança para a recarga elétrica do carro. A intenção da Magnani e da Sicredi é instalar 16 estações de recarga no Rio Grande do Sul (confira no mapa abaixo). Ou seja, outros 13 pontos já estão a caminho para sair do papel.

"Esse mercado da mobilidade elétrica só tende a acelerar. Precisamos estar preparados, pois essa tendência contempla inovação e economia, além de contribuir para tornar as cidades e comunidades mais sustentáveis", salienta Carlos Magnani, diretor de Eficiência Energética da Magnani Luz e Energia, que participou recentemente de painel na Assembleia Legislativa apresentando o case da Rota Elétrica Gaúcha, que possui características diferenciadas em relação a projeto de estações de recarga do Mercosul.

Cerco fechado a combustíveis fósseis

O segmento de elétricos avança em ritmo veloz, já que, a partir de 1º de janeiro de 2030, seguindo outros países, está em análise a proibição da venda de veículos novos movidos a combustíveis fósseis no Brasil.

Ponto extra: o aplicativo PlugShare apresenta um mapa sinalizando as estações de carregamento próximas à região por onde está circulando o motorista do carro elétrico.

Os estabelecimentos interessados tanto em patrocinar o projeto da rota elétrica gaúcha, ganhando visibilidade em marketing, quanto em abrigar um carregador elétrico no eixo, podem contatar a Magnani Luz e Energia pelo telefone/WhatsApp (54) 4009.5255

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