Caxias do Sul 20/04/2021

Caxias do Sul começa o ano no vermelho, mas indústria esboça reação

Dados foram apresentados nesta terça-feira e evidenciam grandes perdas nos setores de serviços e comércio
Produzido por redação, 23/03/2021 às 16:39:53
Caxias do Sul começa o ano no vermelho, mas indústria esboça reação
CIC e CDL apresentaram números em formato online
Foto: divulgação

2021 começou no vermelho para a economia caxiense. Em janeiro, os três setores (indústria, comércio e serviços) apresentaram números negativos na comparação com o mês anterior (dezembro). No geral, a conjuntura econômica da cidade registrou queda de 4,5% em janeiro sobre o mês anterior e de 4,8% sobre o mesmo período de 2020.

Os dados foram divulgados à imprensa na tarde desta terça-feira (23/03) em formato virtual pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul.

Na comparação com dezembro, o comércio lidera a retração, com negócios 10,1% mais tímidos. Já em relação ao mesmo mês de 2020, o segmento de serviços fica no triste pódio de perdas, com queda de 25,8% na receita; seguido pelo varejo, com recuo de 19,9%. Já a indústria, em caminho inverso, apresenta dados de reação, com crescimento de 11,6% na comparação entre janeiro de 2021 e janeiro de 2020.

“Os resultados apresentados evidenciam que a indústria foi o setor que melhor se recuperou da crise provocada pela pandemia. O comércio e os serviços tiveram mais dificuldades para a retomada, lembrando que as restrições de funcionamento para esses setores foram mais severas”, ressaltou a diretora de Economia, Finanças e Estatística da CIC Caxias, Maria Carolina Gullo.

Nos últimos 12 meses, a atividade econômica caxiense acumula retração de -9,1%, um percentual que vem aumentando desde maio de 2020.

Em janeiro, no saldo entre admissões e demissões, foram criadas 1.627 novas vagas em Caxias do Sul, com supremacia da indústria, responsável por 823 novos postos de trabalho. A agropecuária gerou 355 novos empregos. Hoje, Caxias do Sul abriga um total de 149.668 postos formais de trabalho. Nos últimos 12 meses, porém, houve queda de 1,02% no contingente de empregos com carteira assinada.

Obviamente, que esse é apenas um recorte de tempo, já que nas últimas quatro semanas outro balde de água gelada foi jogado sobre a economia, com medidas mais rígidas de restrição e bandeira preta para conter o avanço da doença, e não se pode dimensionar ainda o impacto dessas limitações nos negócios e setores.