Caxias do Sul 26/06/2026

Como os livros salvam a nossa saúde mental?

O ato de ler livros físicos representa resistência à ditadura digital e um gesto de autocuidado
Produzido por Daisy Gouveia, 26/06/2026 às 08:14:17
Daisy Gouveia é apresentadora, escritora, influenciadora digital
Foto: Arquivo pessoal

Em um mundo em que a hiperestimulação digital, o bombardeio de notificações no celular, redes sociais que trazem conteúdos muitas vezes desnecessários, mas que são assistidos por nós até o final, movidos por urgência e curiosidade, fazem parte do cotidiano de todos, o resultado só pode culminar em um grande cansaço mental crônico: burnout digital.

Nesse cenário, o livro físico, o ato de ler, não é apenas um passatempo, mas um ato de resistência e autocuidado. A leitura regular, constante, traz, além do ganho intelectual, uma regulação ilógica e emocional para mentes sobrecarregadas. Os ganhos da leitura profunda trazem de volta nossa atenção, foco, memória, prevenindo o declínio cognitivo. A musculação está para o corpo como a leitura está para o cérebro. Leitura é a musculação do cérebro.

O envelhecimento não se beneficia apenas das caminhadas matutinas, que são essenciais, mas também do exercício da leitura. Pesquisa da Universidade de Sussex comprova que seis minutos de leitura diária podem reduzir os níveis de estresse em até 68%. Se você não lê, está se privando desse e outros benefícios.

Leandro Karnal explica muito bem sobre quando alguém se coloca como não gostando de ler. Há coisas menos objetivas que você pode escolher gostar ou não, como colocar pimenta na comida, ou gostar ou não de Beatles, mas as mais objetivas como tomar banho, se você não toma, você se exclui socialmente e, se você não lê, não constrói seu mundo intelectual.

Considere, então, substituir o celular pelo livro na cabeceira.

Desligue todos os estímulos visuais e auditivos alguns minutos antes de dormir e induza o desacelerar do ritmo cardíaco por meio da leitura, preparando o cérebro para um sono reparador. Ler é o melhor remédio para o burnout digital.

Escolha um tema que vai interessar você, procure uma leitura breve para começar e planeje, alguns minutos por dia, um capítulo por dia ou pelo menos cinco páginas, mas que seja uma atividade diária, constante.

Daisy Gouveia é apresentadora, escritora, influenciadora digital, host do Podcast ‘Leiture-se’ e criadora do Clube de Leitura da Daisy. Usa as redes sociais para incentivar as pessoas, principalmente as mulheres, a adotarem o hábito da leitura.

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