A caxiense Marcopolo passou a régua no balanço do segundo trimestre de 2026, período no qual a receita líquida consolidada atingiu R$ 2,37 bilhões, alta de 3% na comparação com o mesmo ínterim de 2025. Entre abril e junho, o desempenho fez com que a participação no segmento nacional de carrocerias de ônibus da Marcopolo avançasse de 47,7% para 48,3% (de um ano a outro).
Destaque para a alta na produção de micro-ônibus, que mostrou avanço de 120,4% no segundo trimestre do ano. A produção mundial consolidada atingiu 4.105 carrocerias no período, volume 8% superior na comparação com idêntico recorte do ano passado.
No Brasil, a produção subiu 19,4% na comparação anual. O desempenho do período foi fortemente sustentado por programas governamentais, com ênfase para a entrega de 1.246 micro-ônibus destinados ao Ministério da Saúde e para o fornecimento de unidades remanescentes da Fase 12 do Caminho da Escola.
Micro-ônibus e exportações
Com forte concentração nas entregas de micro-ônibus aliada à valorização do real frente ao dólar e a custos de reestruturação na operação da Argentina, a companhia registrou de abril a junho de 2026 um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 338,6 milhões, com margem de 14,3%, e o lucro líquido totalizou R$ 271,2 milhões.
Colocando zoom no acumulado dos primeiros seis meses de 2026, a receita líquida atingiu R$ 4,02 bilhões, 1,2% acima dos R$ 3,98 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O aquecimento da receita no semestre foi alavancado pelas vendas ao mercado interno, que avançaram 5,1% no período, totalizando R$ 2,36 bilhões, tendo o segmento de micro-ônibus como grande destaque, e pelas exportações a partir do Brasil, que cresceram 5,8%, alcançando R$ 424,5 milhões.
Fundada há 76 anos em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo é uma das principais fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo. Com unidades fabris em cinco continentes, seus veículos circulam em mais de 140 países.