Se os indicadores de receita mostram um crescimento tímido de um ano para o outro, o mesmo não pode-se dizer da lucratividade. No segundo trimestre de 2026, a Frasle Mobility registrou receita líquida consolidada de R$ 1,4 bilhão, alta de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano passado e evolução de 10,8% frente ao primeiro trimestre de 2026.
No período (leia-se de abril a junho), o EBITDA (lucro antes de descontar juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 282,3 milhões, acelerada de 18,4% na comparação anual, com margem de 20,4%, 2,9 pontos percentuais acima do registrado no segundo trimestre de 2025 e o maior patamar já reportado pela companhia. Os dados foram divulgados ao mercado nesta terça-feira, 11 de agosto.
As receitas internacionais, somando os valores registrados nas operações em outros países com as exportações de autopeças a partir do Brasil, avançaram 7,5% com relação ao mesmo trimestre do ano anterior, totalizando US$ 138,6 milhões.
"O ambiente externo seguiu desafiador, especialmente pelo efeito da valorização do real sobre a conversão das receitas internacionais. Ao mesmo tempo, esse movimento cambial favoreceu determinadas linhas de custo, que, somadas a ganhos de eficiência, produtividade, gestão de mix e captura de sinergias, contribuíram para a expansão da margem no trimestre", explica o diretor executivo de Negócios, M&A e Relações com Investidores da Frasle Mobility, Hemerson de Souza.
Trajetória de aquisições
A Frasle Mobility também segue avançando na captura de sinergias e na consolidação da trajetória de aquisições que marcou sua história. No segundo trimestre, a companhia concluiu a jornada de incorporação da Nakata, com a migração do sistema ERP, e deu continuidade à integração da Dacomsa, com ganhos de eficiência operacional, maior integração de processos e ampliação do portfólio no mercado mexicano.
O período também foi marcado pelo aquecimento das vendas das linhas de itens para motor no mercado norte-americano.