Caxias do Sul 06/07/2020

Comércio de Caxias busca flexibilização das regras impostas pela bandeira vermelha

Com a intermediação da prefeitura, setor encaminhará ao governador ofício solicitando tele-entrega, take away, drive thru e autorização para receber pagamento de carnês
Produzido por redação, 17/06/2020 às 17:41:18
Comércio de Caxias busca flexibilização das regras impostas pela bandeira vermelha
Lideranças do comércio fizeram audiência na prefeitura
Foto: divulgação

Alegando considerar “injusto” que o comércio caxiense seja penalizado por outros segmentos e pelo comportamento da população, o Sindilojas local reivindicou uma audiência com o poder público municipal, ocorrida na tarde desta quarta-feira (17).

Com a decisão do governador Eduardo Leite de manter a bandeira vermelha para a região de Caxias do Sul, o setor do comércio solicitou ao vice-prefeito Edio Elói Frizzo a flexibilização das regras estabelecidas para que as lojas possam manter os negócios até a mudança de bandeira (na próxima terça-feira haverá nova classificação estadual, podendo a região voltar à bandeira laranja, embora também exista o temor de a região migrar para a bandeira preta).

Integraram a reunião a presidente do Sindilojas Caxias, Idalice Manchini, acompanhada pela gerente executiva Lisandra de Bona e os assessores jurídicos Cesar Bisol e Eduardo Bridi, assim como o presidente da CDL, Renato Corso, e demais representantes de entidades do comércio. As entidades foram recebidas pelo vice-prefeito Edio Elói Frizzo, pelo secretário de Urbanismo, João Uez, e pelo diretor da Fiscalização da SMU, Rodrigo Lazzarotto.

O pedido é para que o município publique um decreto regulamentando os serviços de tele-entrega, take away (pegue e leve) e drive thru para comércio de rua, e-commerces locais, centros comerciais e shoppings, considerando que o protocolo estadual só permite entregas feitas pelos Correios, o que limita muito a atuação. A tele-entrega e take away valem apenas para os restaurantes.

Além disso, seguindo exemplo verificado em março, foi solicitada autorização para receber pagamento de carnês, modalidade usual na comunidade caxiense:

"O comércio precisa dessas alternativas para sobreviver, mas para o cliente também é importante contar com esses serviços, enquanto está em casa. Precisamos desse decreto para minimizar os efeitos dessa crise que não tem precedentes em nosso segmento", afirma a presidente do Sindilojas Caxias, Idalice Manchini.

Frizzo se solidarizou com o cenário do comércio agravado pela bandeira vermelha, com risco de demissões e fechamento de lojas. E solicitou que o Sindilojas Caxias elabore uma correspondência descrevendo todas as solicitações feitas na reunião para que seja encaminhada ao governador Eduardo Leite, por meio da Secretaria Estadual de Saúde. Dessa forma, a prefeitura de Caxias do Sul se compromete a intermediar essa flexibilização junto ao governo do Estado, encabeçando a demanda do comércio da cidade.

"Vamos elaborar esse documento e agilizar essa solicitação porque o nosso pedido não contraria o Distanciamento Controlado por não propiciar aglomerações de pessoas, o que contribui para preservar a saúde dos caxienses, uma prioridade nesse momento", salientou a presidente do Sindilojas, Idalice Manchini.

A dirigente, sócia de uma rede de lojas de moda feminina, acredita que esse é o único caminho para atenuar os prejuízos que o comércio vem amargando desde março por conta das medidas contra o coronavírus. A orientação da entidade é de que seja cumprida a lei, com a possibilidade de abertura de portas só aos setores essenciais, sob o risco de notificação pela Prefeitura de Caxias do Sul. Se descumprir o decreto, o estabelecimento estará sujeito a multa, que varia de R$ 16 mil a R$ 35 mil. Contrariando as regras, há lojas que abriram as portas nesta semana.

Denúncias sobre descumprimento do fechamento do estabelecimento e também sobre a presença de ambulantes no Centro devem ser feitas ao Alô, Caxias, serviço de ouvidoria da prefeitura, pelo telefone 156.